Back Control - O Sistema Completo de Controle e Finalização

O controle de costas é universalmente reconhecido como a posição mais vantajosa no jiu-jitsu, na maioria dos sistemas de pontuação e na lógica marcial da arte. O praticante que tem as costas consegue atacar sem a mesma exposição a contra-ataques que outras posições criam. Isso é amplamente entendido. O que é menos entendido, e o que separa o controle de costas que resulta em finalização do controle de costas que é escapado após alguma luta, é a diferença entre ter as costas e controlar as costas.

Ter as costas significa que você está atrás do oponente com os dois hooks no lugar. Controlar as costas significa que o oponente não tem opções de escape viáveis que não sejam imediatamente fechadas. São estados muito diferentes.

A estrutura de controle que cria controle real de costas tem três componentes que precisam funcionar em conjunto. O primeiro é o controle de quadril: os seus hooks precisam estar posicionados de forma que quando o oponente tenta girar, os hooks respondem ativamente, não passivamente. Hooks passivos que apenas estão no lugar são diferentes de hooks que estão ativamente pressionando os quadris do oponente para dentro, criando pressão contínua que limita a rotação. A diferença na execução parece pequena mas o efeito no controle é significativo.

O segundo componente é o controle de ombro e de braço. O método mais comum é o seat belt, onde um braço vai por baixo da axila e o outro por cima do ombro, com as mãos conectadas no peito do oponente. O seat belt cria controle de ombro, mas sua eficácia depende de quão profundo o braço de baixo está: um seat belt com o braço de baixo raso é muito mais fácil de defender do que um com o braço de baixo profundo, encostado no peito do oponente. A tendência do oponente é criar espaço entre o seu braço de baixo e o corpo dele, e o trabalho constante do praticante com as costas é manter esse espaço fechado.

O terceiro componente é a posição relativa dos quadris. Um erro comum é tentar manter o controle de costas com os próprios quadris diretamente atrás dos quadris do oponente, em linha reta. Essa posição é mais fácil de escapar porque o oponente pode usar o chão para criar pressão e virar para um lado. Uma posição mais eficaz é ter os seus quadris levemente deslocados para o lado do braço que está por cima no seat belt, criando um ângulo que torna a saída para o lado do braço de baixo muito mais difícil.

A ameaça de mata leão criada a partir dessa posição é o que transforma o controle de costas em uma situação de pressão real. O praticante que está nas costas sem buscar a finalização dá ao oponente tempo ilimitado para trabalhar o escape, e o escape eventualmente vai aparecer. A pressão contínua de tentar o mata leão, mesmo que não finalize imediatamente, mantém o oponente respondendo ao ataque em vez de organizando o escape.

O mata leão tem variações de finalização que vale entender separadamente. A versão de “mão no bícep do próprio braço” é a mais comum e funcional para a maioria dos casos. A versão de “mão na nuca” (ou palm-to-palm) cria uma pressão diferente que pode ser mais eficaz quando o oponente tem defesa de queixo muito forte. A versão de “locked hands”, com as mãos entrelaçadas, é a mais fraca das três em termos de mecânica de pressão porque coloca o osso do antebraço contra a traqueia em vez de criar o “v” vascular. Entender qual variante usar e por quê é o tipo de detalhe que distingue um mata leão confiável de um que “às vezes funciona”.

A defesa de queixo, onde o oponente tuca o queixo para dentro e usa o braço para criar espaço, é a defesa mais comum para o mata leão. Praticantes avançados respondem a essa defesa não tentando forçar o mata leão com mais pressão, mas transitando para outras finalizações que a posição de defesa do queixo cria. Quando o oponente está com o braço de defesa, o armlock a partir das costas se abre. Quando o oponente está com o queixo tucado para baixo e a cabeça inclinada para frente, variantes de pescoço de guilhotina da posição de costas se tornam acessíveis.

O back take, a entrada para as costas, é tão importante quanto o controle em si. Entrar nas costas de um oponente que está se defendendo ativamente requer tanto técnica quanto timing. As entradas mais comuns saem da meia-guarda com underhook (back take diretamente), do back step a partir do side control, e da entrada de técnica a partir da guarda quando o oponente abre espaço específico. Cada entrada cria uma versão ligeiramente diferente do controle inicial de costas, e entender o que está disponível a partir de cada ponto de entrada é um mapa de possibilidades valioso.

Controle de costas é onde o jiu-jitsu mostra sua lógica marcial mais clara. Cuide da posição e a finalização vai se apresentar.

 

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